Criar com a IA
No terminal, a IA deixa de ser uma caixa de respostas e passa a ser uma colega que vê o teu projeto inteiro e trabalha por passos. Aqui aprendes a dirigi-la — com o contexto certo, passos pequenos, testes a sério e memória no fim. E damos-te os prompts que injetam a engenharia que a maioria das pessoas esquece.
🌱 Os fundamentos, os 5 prompts essenciais e o construtor básico são gratuitos. A biblioteca completa de prompts e os moldes por ferramenta farão parte de um plano único, a chegar — sem pressas.
Responde a umas perguntas simples. O construtor escreve, por ti, um prompt detalhado e coerente — já com o que costuma ficar esquecido (login, segurança, deploy…). Copia e cola na tua IA.
Quero criar: [a tua ideia].
É: um projeto. Público: [quem vai usar].
Antes de programares, ajuda-me a pensar nas fundações. Tendo em conta o que te disse, o projeto vai precisar de:
- a estrutura mínima para arrancar (e diz-me tu o que falta).
Pensa também no que EU possa não ter pedido mas faça sentido (segurança, telemóvel, estados vazios, erros).
Agora: 1) faz-me as perguntas essenciais que faltam; 2) propõe uma arquitetura simples + um roadmap MVP + o modelo de dados; 3) indica a primeira tarefa pequena. NÃO edites ficheiros ainda — primeiro alinhamos o plano.Responde às perguntas em cima e o prompt monta-se sozinho, já com a engenharia que costuma ficar esquecida. Cola-o no teu Claude Code, Codex ou Gemini.
Seis ideias que mudam tudo na forma como crias com a IA — sejas iniciante ou não.
Todo o projeto tem três momentos onde um bom prompt faz toda a diferença.
Moldes prontos a colar, fiéis a como se trabalha bem em CLI. Adapta os [campos] à tua situação.
Quero criar: [a tua ideia]. Público: [quem vai usar]. Resultado que procuro: [o objetivo].
Antes de programares, analisa o que falta e que eu posso não ter pensado: autenticação, login com Google/Apple, base de dados, receber/enviar emails, pagamentos, área de administração, várias línguas (i18n), segurança e regras de acesso (RLS), publicação (deploy), analytics e backups.
Faz-me as perguntas essenciais que faltam. Depois propõe: uma arquitetura simples, um roadmap MVP, o modelo de dados, e a primeira tarefa pequena. NÃO edites ficheiros ainda — primeiro alinhamos o plano.Implementa apenas: [a funcionalidade].
Primeiro lê a estrutura do projeto e identifica os padrões já existentes. Depois faz um plano curto. Edita só os ficheiros necessários, mantém o estilo atual, e NÃO toques em produção nem em segredos. No fim, corre os testes/lint — ou explica porque não foi possível.Tenho este erro: [cola o erro ou o log].
Não te limites a remendar: 1) explica a causa-raiz; 2) verifica se este padrão de erro se repete noutras partes do código; 3) aplica a menor correção segura; 4) mostra-me os ficheiros alterados e o comando para eu confirmar que ficou resolvido.Faz uma revisão crítica desta funcionalidade antes de ir para o mundo: bugs, segurança, regras de acesso (RLS/auth), estados vazios, telemóvel, acessibilidade, erros de rede, performance e dados sensíveis.
Dá-me os achados por severidade (crítico/médio/baixo). Não refactores por gosto — só aponta e, se eu pedir, corrige.Estamos a terminar a sessão. Cria um resumo de continuidade (handoff) para a próxima vez:
1) o objetivo inicial; 2) o estado atual (o que ficou feito); 3) os ficheiros importantes; 4) as decisões tomadas e porquê; 5) os comandos úteis; 6) os testes feitos; 7) os problemas em aberto; 8) os próximos 5 passos; 9) o que uma nova IA deve LER antes de continuar. Guarda num ficheiro de handoff.Trabalhamos sobretudo com o Claude Code (é o que usamos), mas cada ferramenta tem a sua força. Honesto e atualizável — estas ferramentas mudam depressa.
Não há prompt que faça milagres. O bom prompt dá direção — mas o resultado vem do contexto, da verificação, dos testes e dos limites de segurança. Os comandos mudam; a estratégia (o quê e o porquê) fica contigo. Por isso ensinamos a pensar, não a decorar.